Quarta-feira, 2 de Maio de 2007

...

 

 

Sinto-me:
Sábado, 3 de Março de 2007

O JULGAMENTO

   

Personagens:

Juiz

Advogado de defesa

Advogado de acusação

Alcoviteira

Escriturário

Polícia

 

Texto:

Oficial de justiça – Todos de pé.

Juiz – Podem-se sentar. Declaro aberta a audiência.

        Aproxime-se a ré. Coloque a mão sobre o livro sagrado.

Juiz Jura dizer a verdade, somente a verdade e nada mais que a verdade?

Brísida Vaz(com a mão numa revista) – Sim, juro pela morte da minha rica mãezinha que já morreu. Se não que me caia um raio que me parta a cabeça e 100 açoites.

Advogado de defesa – E o sim foi bom.

Juiz – Pode-se sentar. Identidade.

Brísida Vaz - Eu??? Eu chamo-me Brísida Vaz, alcoviteira de profissão. Quem quiser os meus servicinhos são 100 euros no fim de semana e 50 em época de saldos.

Juiz (Diabo) – Bom desconto!!! A que horas está disponível?

(O escriturário para de escrever e sussurra se deve escrever isso)

Juiz (anjo) – (Tosse.) Sabe o motivo que a trouxe aqui ao tribunal?

Brísida Vaz – Deve ser por ter fugido aos impostos! Também não sabia que com a minha profissão era preciso fazer os descontos e essas roubalheiras. Não se preocupe, eu já comecei a passar facturas aos meus clientes.

Juiz (Diabo) – Não é isso.

Brísida Vaz – Uff!! Inda bem.

Juiz (Anjo) – A ré é acusada de ter concebido o crime de ofensa da lei efectuando poucas-vergonhas, afronto á sociedade e servicinhos ilícitos levando meninas boazinhas para maus caminhos. O que tem a dizer sobre isso?

Brísida Vaz – Ó filho, como podes acusar-me assim..

Advogada de acusação – Objecção!!!! Falta de respeito perante o doutor juiz. Ele não andou consigo na escola. Tem que o tratar pela 3º pessoa.

Juiz – Diferido.

Brísida Vaz – Não andou comigo na escola, mas podia ter andado nos lençóis!!! Continuando. Ò filho, como posso ser acusada assim. Eu criei aquelas meninas como se fossem minhas filhas Ensinei-lhes um oficio de longa tradição. Maus caminhos seguiriam elas se fossem pobres. Era o que as esperava. Além disso tenho muito orgulho no que faço, não tenho vergonha nenhuma. Vergonha devia ter você em chatear assim uma nobre senhora como eu, que podia estar a trabalhar.

Juiz – O advogado de acusação tem alguma coisa a dizer?

Adv. Acusação – Tenho sim senhor doutor juiz. (Levanta-se). Durante as suas declarações limitou-se a fugir das acusações que lhe são dirigidas. Responda de uma vez. Admite ou não os crimes de que é acusada sabendo que são punidos pelo Decreto Lei nº00007, artigo 60 alínea z)?

Brísida Vaz – Não. È um ultraje ousarem dizer que levei as minhas ricas meninas para apela má vida.

Advogado de acusação – Então nega tudo, embora haja provas e tetemunhas contra?. Não tenha mais nada a dizer.

Juiz – Advogado de Defea, tem algo a acrescentar?

Adv. Defesa – Sim, senhor doutor juiz. (Levanta-se) – Sra D. Brígida Vaz, é ou não verdade que não recebeu nenhuma queixa dos serviços que você ou as suas meninas fizeram?

Brísida Vaz – É verdade.

Adv. Defesa – Quantos, mas quantos políticos, empresários de sucesso e jogadores encontram em casa da minha cliente uma fuga para os seus problemas e angustias existenciais. Isto só prova a importância deste honroso trabalho para a sociedade Não tenho mais nada a acrescentar.

Juiz – Provados os factos constantes da acusação considero a ré culpada pelo crime de difamação e quebra do sigilo profissional a 5 anos de prisão e 10 açoites por dia enquanto lá permanecer.

Brígida Vaz – Como? Cinco anos!? Isso é  muito!!! Eu preciso de trabalhar.

Juiz – Declaro encerrada a sessão. 

Brígida Vaz – Não!! São cinco anos, é muito tempo, eu preciso de trabalhar!!! Não!! Não pode fazer isso!! È muito tempo, eu preciso de trabalhar!! ( chega um polícia e prende-a.) Não imploro-lhe.. Não!!

Advogado de defesa – Deixe lá, deixe lá.

Fontes: Vicente, Gil. Auto da Barca do Inferno

Sinto-me: estrela de cinema (lol)
Domingo, 25 de Fevereiro de 2007

REPORTAGEM

 

Gil Vicente foi o primeiro grande dramaturgo português, impulsionando assim, de forma decisiva, o teatro nacional. As memórias dos seus autos e da sua vida não se dissiparam no nevoeiro do esquecimento dos populares. Ninguém sabe ao certo onde e quando nasceu, mas sabe-se que as suas peças foram as primeiros a ser documentadas.

Pensa-se que nasceu em Guimarães, ou talvez nas Beiras. Só se sabe que a sua dedicação ao teatro era hoje necessária, no século XXI para garantir esta arte de memorável tradição.

 ?? 

 

 

·        Maria do Céu (Aldeia de não sei onde) - “Gil Bicente? Não sei quem é esse!!! Eu conheço todo o povo daqui e tenho a certeza que não há cá nenhum Gil.  Tem a a ver com o teatro?! Isto aqui nem teatro, nem nada! É uma pasmaceira, o maior teatro que aqui há são as cenas da D. Cidália com os seus amantes!!! Isto é que é bonito de se ver." 

As apresentações das suas incontáveis peças ocorriam no palácio do rei, em ocasiões como casamentos e festas religiosas. Era, portanto, o seu único divertimento decorado com a cultura e criticas sociais que, de forma suave e atenuada, mostravam os vícios e defeitos de todas as classes sociais.

 

 

 

Agora, nas escolas o teatro vicentino faz parte do programa do 9º ano, mas as opiniões divergem-se.

 

·        João (aluno do 9º ano) – “Eh pá! Aquilo é uma seca! Não percebi patavina, passo as aulas a dormir, ahahah”

·        Ana (aluna do 9º ano) – “Eu até gosto. É um bocado antigo, e tal, mas nós fizemos um teatrito e até foi giro.”

 

O que se contesta é que os melhores métodos para mostrar o teatro vicentino aos alunos é dramatizando, mas não se sabe porquê os professores “tendem a deixar de incentivar o teatro, a sua cultura, a sua vida" – actriz Anabela Ferreira

 

Jovens, brinquem com o teatro, criem-no, vejam-no, adaptem-no aos vossos gostos. Se acham que é “seca” façam-no do modo a que não o seja e se torne divertido. Aproveitem para fazer criticas, esta é a única maneira de ninguém levar a mal, daí a ser tão criativa e até importante.

Deixamos algumas sugestões para que te divirtas numa ida ao teatro. Vais querer repetir:  Vê os links na barra lateral, relativos ao cartaz das artes.

 


 

Sugestões:

  • Teatro Carlos Alberto (Porto) – 23 de Fevereiro a 10 de Março

2ª a 6ª, às 10h30 e 15h; Sáb., às 16h

"Alberto e a Bomba"

  • Auditório Municipal de Gaia – 14 de Fevereiro a 27 de Março
  • 2ª, às 15h; 4ª e 5ª, às 10h e 15h; 6ª, às 10h e 21h45; Sáb., Às 21h45

"Os Maias – Crónica Social Romântica"

  • São Luís Teatro Municipal - até 3 de Março 
  •  4ª (para escolas), às 11h e 14h30 5ª e 6ª, às 21h; Sáb., às 16h e 21h;

"Moby Dick"

 Fontes: http://www.min-cultura.pt/Agenda/Teatro.html

acedido em : 24 de Fevereiro de 2007

 

Sinto-me:
Sábado, 17 de Fevereiro de 2007

ENTREVISTA

Aqui está a entrevista ao parvo, uma das personagens do auto da Barca do Inferno.

Esperemos que gostem!!

 

Entrevista a Joane “O Parvo”

Em Entrevistas passadas

Entrevistador – Ana Rita

Joane -Daniel 

 

Entrevistador – Muito Boa Noite, Srs. Telespectadores. Temos hoje connosco, na nossa rubrica, Joane “O Parvo”. O grande Vencedor de um bilhete que garante a entrada na barca da glória.

 

Entrevistador – Boa Noite, Joane!

 

Parvo (Daniel) – Boa Noite!

 

Entrevistador – Diga-nos, o que sentiu ao ser o grande contemplado com um prémio tão cobiçado.

Parvo – Eu??Eu?? (olhando em volta). Ganhei?!O quê? O que é que foi que eu ganhei? (surpreendido)

 

Entrevistador – Sim! Então não sabe que foi o premiado com uma viagem só de ida para o paraíso?

 

Parvo - Ahh? Ah, já sei aquela coisa das barcas…já me lembro! Mas ganhava-se alguma coisa…? Ora bem eu morri, samicas de cagamerdeira e fui para lá … não participei em nadica de nada…mas querem enganar quem? Ahh…eu é que não sou parvo!

 

Entrevistador – Mas… o senhor (interrupção)

 

Parvo – Mas… Se eu ganhei uma viagenzinha para o paraíso, posso ir visitar os meus paizinhos que ‘tão mortinhos matados de mortezinha morrida. Te’ né mau de todo!

Mas é só de ida (Pensa para os seus botões)? E se eu não gostar lá do sítio? O que é que faço? Sou obrigado a ficar lá? Oh! Isto é só aldrabice! Vai dar palha aos burros!

Entrevistador – Já chega de trapalhadas!

Ninguém o está a enganar! Você morreu e foi para o paraíso, o que se pode querer mais? Vamos continuar…

 

Entrevistador – Pedimos desculpa por este incidente…Por que pensa que foi seleccionado, senhor parvo?

 

 

Parvo – Atão…Pois, não sei! Sei lá escolheram-me para esta coisa da barcaça!

Tavam lá o senhor fidalgo, o frade, a menina alcoviteira e uma carrada de gentinha, agora não sei porque é que me escolheram! Eles é que mereciam: todos ricaços, limpinhos, gente de pinta. A jeitosa da alcoviteira ajudava e muito em alguns serviços (ri…da alcoviteira), os outros noutros servicinhos de gatunagem. Olha eles também podiam pagar p’ra ganhar o concurso, têm uns vinténs graúdos e tal… E foram logo dar comigo que não tenho um tostão furado, tava sossegadinho no meu cantinho, não…Olha, escolheram-me!!! Iiiiiiii…rra, pá!

 

Entrevistador – Então, o senhor está a insinuar que existiam subornos durante o concurso?

 

Parvo – Olha-me este…! Ah, pois! Que existiam, eles existiam. Queriam todos ganhar o concurso à custa dos trocos, nah! Olha lá os subornos sempre existirão, é certinho!

Olhe ainda há pouco tava eu a vir p’ra qui e ouvi umas coisas sobre um apito qualquer que envolvia corrupções, uma Creolina Salgadeira, uma tal de alcoviteira, e outras coisas que tais.

Olha, há-de haver sempre gente que quer subir na vida à custa dos outros, percebe?

 

Entrevistador – Damos então por encerrada esta entrevista, foi um prazer… (Interrupção por parte do parvo)

 

Parvo – Obelá, ó pascacio…espera aí! Quero mandar uns beijinhos! meu cão, pa minha avó e pa todo o pessoal da minha terreola, que é Vila Nova da Belha. (Exaltação, por parte do parvo, algazarra)

 

Entrevistador – CORTA…

Fontes: Vicente, Gil . Auto da Barca do Inferno

Sinto-me:
Domingo, 11 de Fevereiro de 2007

BIOGRAFIA DE GIL VICENTE

Gil Vicente é considerado o primeiro grande dramaturgo português, não porque tenha sido o primeiro a "fazer teatro", mas porque não se encontram registos de outras peças de similar importância antes dele.

Diversos aspectos da sua vida revelam-se uma incógnita, mas pensa-se que nasceu em 1465, em Guimarães , ou talvez na Beira. Casou-se duas vezes: primeiro com Branca Bezerra com a qual teve dois filhos. Depois da sua morte casou com Melicia Rodrigues tendo mais três filhos.

Começou por estar ao serviço da corte em 1502, organizando diversos festejos como nascimentos, casamentos e festas cristãs nas quais apresentava as suas peças.

Dedica-se portanto à crítica social destacando os vícios da corte de uma forma simbólica como no auto da Barca do Inferno em que, como já deves ter aprendido, cada personagem personifica um grupo social e a crítica a ele subjacente.

O aspecto mais interessante das obras de Gil Vicente é verificar como as suas críticas se enquadram perfeitamente nos dias hoje, já que os defeitos que ele aponta a determinados grupos sociais também incidem nos dias de hoje.

A linguagem utilizada caracteriza-se pela utilização de diferentes níveis de língua, provocando por vezes efeitos cómicos através de expressões e ditos populares própria de cada grupo social (não te esqueças de ver a nossa entrevista imaginária, que vamos postar durante a próxima semana!).

Para saberes mais informação sobre Gil Vicente passa nos links que nós te recomendamos!
Fontes:
Sinto-me:
Publicado por artink às 21:49

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CRONOLOGIA DE GIL VICENTE:


Vamos deixar de falar sobre nós para vos contar um pouco sobre o escritor que escolhemos para o desafio do sapo challenge..

 

 

 

Aqui está a cronologia sobre a vida e obras de Gil Vicente:

1465? - Nascimento de Gil Vicente

1502 - Data do seu 1º livro - Auto da visitação

1502 - Auto Pastoril Castelhano

1503 - Auto dos Reis Magos

1504 - Auto de S. Martinho

1509 - Auto da IndiaAuto da Fé

1511 - Auto das Fadas
1512 - O Velho da Horta

1513 - Exortação da Guerra

1513 - Auto da Sibila Cassandra

1514 - Comédia do Viúvo

1515 - Quem tem farelos
1516 - Auto dos Quatro Tempos
1517 - Auto da Barca do Inferno
1518 - Auto da Barca do Purgatório
1518 - Auto da Alma
1519 - Auto da Barca da Glória
1520 - Auto do Deus Padre
1521 - Comédia de Rubena
1521 - Cortes de Júpiter

1521 - Auto da Fama
1522 - Pranto de Maria Parda
1523 - Farsa de Inês Pereira
1523 - Auto Pastoril Português
1524 - Auto dos Físicos
1524 - Frágua d'Amor
1525 - Farsa do Juiz da Beira
1525 - Farsa das Ciganas
1525 - Dom Duardos
1526 - Templo d'Apolo
1526 - Breve Sumário da História de Deus
1526 - Diálogo dos Judeus sobre a Ressurreição
1527 - Nau d'Amores
1527 - Comédia sobre a Divisa da Cidade de Coimbra
1527 - Farsa dos Almocreves
1527 - Auto Pastoril da Serra da Estrela
1528 - Auto da Feira
1528 - Auto da Festa
1528 - Triunfo do Inverno
1530 - O Clérigo da Beira
1531 - Jubileu d'Amores
1532 - Auto da Lusitânia
1532 - Auto de Mofina Mendes
1533 - Romagem de Agravados
1533 - Amadis de Gaula
1534 - Auto da Cananeia
1536 - Floresta de Enganos
1517 - Foi escrito o Auto da Barca do Inferno

1536? - Morte de Gil Vicente

Fontes: en.wikipedia.org/wiki/Gil_Vicente

Acedido em: 10 de Fevereiro de 2007

Sinto-me:

LOGO DOS ARTINK

É verdade!!! Nós também temos um logotipo, especialmente personalizado pelo Miguel. Obrigada.

Vejam só se não está super:

 

Fontes: Criatividade do Miguel ()

Sinto-me:
Publicado por artink às 20:08

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TÂNIA

QUEM SOMOS NÓS

Olá chamo-me Tânia e sou um dos membros do clã Artink! Tenho 15 anos, o meu signo é gémeos, a minha cor preferida é o azul, tenho como escritores de eleição Dan Brown, José Saramago, entre outros. Os livros que mais gostei de ler foram "O principezinho" e "O ano da morte de Ricardo Reis". Gosto de musica Rock e pop-rock, adoro ler, sair com os amigos, escrever, estar no computador e ouvir musica.

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RITA

Olá chamo-me Rita e sou um dos membros do clã Artink! Tenho 15 anos, o meu signo é gémeos, a minha cor preferida é o vermelho, tenho como escritor de eleição Joanne Harris; Sophia de Mello breyner e Rosa Lobato de Faria, o livro que mais gostei de ler foi "Fala-me de amor" e "Cinco Quartos de Laranja". Gosto de musica Punk, Rock, Alternativa e Indie adoro Pintar, desenhar, ler, escrever, ouvir música, cinema, passear, dançar, fotografar, praia, viajar entre outros.

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DANIEL

Olá chamo-me Daniel e sou um dos membros do clã Artink! Tenho 15 anos o meu signo é escorpião, a minha cor preferida é o azul, tenho como escritor de eleição Nicholas Sparks, Christian F., Dan Brown e José Saramago, o livro que mais gostei de ler foi "Os filhos da Droga". Gosto de musica Rock, Alternativa e Pop, adoro desenhar, ouvir musica, estar com os amigos, jogar e informática.

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